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Integra Iveco Group premia projetos de sustentabilidade do SENAI em Sete Lagoas

Três equipes de estudantes do SENAI apresentaram em 26 de outubro, no complexo da Iveco Group em Sete Lagoas (MG), a versão final dos projetos de sustentabilidade industrial que desenvolveram ao longo de 2026 com acompanhamento de especialistas da montadora. O encontro encerrou o Integra Iveco Group, jornada que reconheceu soluções ligadas a economia circular, eficiência e uso de novos materiais.

A iniciativa integra o Grand Prix SENAI de Inovação 2026, que mobilizou 1.260 alunos de diferentes regiões do Brasil. Os três projetos já haviam sido reconhecidos em setembro; a partir daí, as equipes receberam mentoria técnica dos especialistas da empresa e conheceram de perto processos, tecnologias e profissionais da indústria automotiva. Na etapa final, as soluções foram apresentadas e avaliadas por uma banca.

O primeiro lugar ficou com o Módulo Nexus, do SENAI Areias, de Recife (PE). O projeto propõe uma estrutura lateral para chassis que reúne baterias, Arla 32 e combustível em uma única solução, feita em alumínio reciclado, combinando resistência, dissipação térmica, facilidade de manutenção e possibilidade de reaproveitamento do material ao fim da vida útil. “Nossa ideia foi valorizar a autonomia e a facilidade de manutenção, seja pelo próprio motorista ou por um reparador. Durante a prototipagem, recebemos contribuições das áreas de Engenharia e Comercial da IVECO, que reforçaram a importância de ouvir o cliente”, conta Esdras dos Santos, integrante da equipe.

Em segundo lugar veio o Painel de Porta Eco-Modular, do SENAI Santos Dumont, de São José dos Campos (SP), produzido com um compósito de fibra de curauá e polipropileno. A peça combina leveza e resistência com conceitos de biomimética e usa encaixes que dispensam parafusos e adesivos, o que facilita montagem, manutenção e reciclagem do componente. “A fibra de curauá ainda é pouco conhecida pelo mercado, apesar de sua resistência e capacidade de substituir outros materiais. Investir nessa planta amazônica pode favorecer as comunidades envolvidas”, diz Noemia Marquese, da equipe.

A EcoOficina, do SENAI Gaspar Ricardo Júnior, de Sorocaba (SP), ficou em terceiro lugar com uma proposta de estender a vida útil de componentes: recondicionamento de peças, impressão 3D com nylon reforçado com fibra de carbono e uso de biocombustíveis no processo produtivo. O grupo também explorou o potencial das algas na absorção de CO₂ e a produção local como forma de reduzir emissões ligadas ao transporte. “A produção local das peças por impressão 3D pode reduzir a necessidade de transporte e as emissões associadas à comercialização, enquanto o uso de materiais sustentáveis amplia as possibilidades de descarbonização”, afirma Lorena Fontana.

Gerente de Sustentabilidade do Iveco Group, Lucilene Carvalho afirma que o Brasil e a América Latina têm grande potencial em economia circular e economia verde e que a jornada com os estudantes permitiu antecipar tendências. “Reduzir o peso dos veículos pode aumentar a eficiência, diminuir o consumo de combustível e ampliar a capacidade de carga. Já a facilidade de manutenção contribui para a disponibilidade, um fator essencial para a operação dos veículos”, avalia.

Para o SENAI, o contato com especialistas, os feedbacks técnicos e a vivência dentro de uma operação industrial ampliam a visão dos estudantes sobre as possibilidades de aplicação do conhecimento. “Quando SENAI e indústria caminham juntos, a inovação deixa de ser apenas uma ideia e se transforma em impacto”, celebra Antônio Lopes, especialista de Desenvolvimento Industrial da instituição.

Redação JS
Redação JS
João Euclides Prata Salgado é fundador do Jornal Savassi, criado em 1985 em Belo Horizonte. Escreve sobre cultura, comportamento e a vida da cidade.