Um programa de recuperação ambiental ligado à mineração de níquel no Sul da Bahia já revegetou 388,37 hectares de Mata Atlântica desde 2018, área equivalente a aproximadamente 543 campos de futebol. A iniciativa é conduzida pela Atlantic Nickel, ativo do fundo de investimento privado Appian Capital Brazil, especializado em mineração, no entorno das cidades de Ipiaú e Itagibá.
O trabalho de revegetação abrange Áreas de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APPs) e utiliza mudas produzidas em um viveiro próprio instalado em Itagibá, com capacidade de produzir 120 mil mudas por ano. Nos últimos quatro anos, após ampliação da estrutura, o viveiro produziu mais de 147 mil mudas de espécies típicas da Mata Atlântica, como pau-brasil, ipê-amarelo e ingá-de-metro. Somente em 2025 foram 70.217 mudas de 38 espécies produzidas.
Segundo a empresa, de 2018 a 2024 foram investidos mais de R$ 28,7 milhões em ações socioambientais, incluindo revegetação, monitoramento e proteção da Mata Atlântica. “Seguimos com um sólido propósito com o meio ambiente em nossas operações rumo à sustentabilidade e ao desenvolvimento equilibrado”, afirma Gilcimar Oliveira, diretor de ESG e Pessoas da Appian Capital Brazil.
O programa se divide em três frentes: o Programa de Proteção e Monitoramento da Fauna, o Projeto de Proteção e Mapeamento das Espécies Florísticas e o Programa de Reflorestamento da Mata Atlântica. No monitoramento da fauna, feito com câmeras trap e apoio de consultorias ambientais, já foram registradas 411 espécies silvestres na Zona da Mata baiana, entre elas a raposa (Cerdocyon thous), o tamanduá (Tamandua tetradactyla), o mico (Callithrix kuhlii) e o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus). Em seis anos de atuação, o programa registrou o crescimento de 164 espécies locais preservadas na região.
Já o projeto florístico monitora 509 espécies do bioma local por meio de acompanhamento trimestral com câmeras e uma equipe de três pessoas dedicada à preservação da fauna e flora. Desde 2018, mais de 5.000 indivíduos arbóreos foram acompanhados, com destaque para pau-brasil, jacarandá-da-bahia, jequitibá-rosa e cedro. “Investimos em um legado ambiental que beneficia as futuras gerações. Essas espécies contribuem para a recuperação de áreas desmatadas, auxiliam na manutenção da fauna local e na proteção do solo contra erosão”, complementa Oliveira.
O viveiro de mudas também é usado para educação ambiental: escolas e organizações da região podem visitá-lo para conhecer as etapas do cultivo, e parte da produção é doada às prefeituras das cidades vizinhas às operações da companhia para incentivar projetos de educação ambiental local.



