O Instituto Toshiko Ishii abriu as portas ao público em 22 e 23 de agosto no Vale da Serra da Moeda, a cerca de uma hora de Belo Horizonte. O fim de semana de lançamento reuniu aproximadamente mil pessoas e teve feira de cerâmica, exposição de bordados, o moinho de pedra em funcionamento e a reabertura da casa da antiga fazenda da família, fechada havia dez anos e restaurada para virar a sede da instituição.
Sem fins lucrativos, a entidade foi criada por Nao Yuasa, neta da ceramista japonesa Toshiko Ishii, e por Júlio Souki Amaral, filho da ceramista Adel Souki, discípula de Toshiko. O objetivo é retribuir a acolhida que as duas famílias receberam da comunidade ao longo de décadas. Toshiko imigrou para o Brasil nos anos 1930 e chegou à região nos anos 1970. O instituto mantém projetos como o Aprendiz de Cerâmica, o Moinho Comunitário, a Feira do Moinho, o apoio às Bordadeiras da Serra da Moeda e aulas de esporte para crianças e adolescentes.

Na abertura, o público viu os noren bordados pelas Bordadeiras da Serra da Moeda com fotos e desenhos de Toshiko e a mostra “Minas em Linhas Gerais”, que reúne 20 barracas de camping bordadas por grupos de todo o estado. A exposição já havia passado pela Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e pela Semana Criativa de Tiradentes. A Feira do Moinho, em edição especial, trouxe cerâmicas de Adel Souki, Inês Antonini, Erli Fantini, Gêra Queiroga, Raisa Paco e Sonia Imanishi, bordados de sete grupos mineiros e produtores da terra. O moinho de pedra moeu fubá para os visitantes, e no domingo a feira serviu o karê de Rose, receita aprendida com Toshiko. A programação musical teve Otávio Lucas e Thibana no sábado e, no domingo, a Orquestra de Sopros do Projeto Música de Sarzedo e a Banda Santo Antônio de Suzana.

“Receber cerca de mil pessoas neste primeiro fim de semana confirma o que já sabíamos, essa é uma casa da comunidade. A Feira do Moinho segue todo último sábado do mês, com a casa aberta à visitação, porque o Instituto não termina no lançamento”, diz Nao Yuasa. Para Júlio Souki Amaral, “o que víamos como um projeto de duas famílias se mostrou, neste fim de semana, um projeto de toda a região”. A Feira do Moinho acontece todo último sábado do mês, com a casa restaurada aberta à visitação em cada edição — a próxima está marcada para 29 de agosto.





