Organizações que atuam na recuperação da Caatinga têm até o dia 10 de agosto para se inscrever no primeiro ciclo do Edital Recaatingar, que vai distribuir R$ 55,2 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos de restauração ecológica, uso sustentável dos recursos naturais e combate aos efeitos da seca no bioma.
O edital funciona em dois ciclos de inscrição. O primeiro vai até 10 de agosto de 2026, e o segundo será aberto entre 15 de outubro e 14 de dezembro de 2026. Cada um dos ciclos vai destinar R$ 27,6 milhões para os projetos selecionados.
Podem se inscrever instituições privadas sem fins lucrativos que comprovem ao menos dois anos de atuação, além de pessoas jurídicas de direito público interno das esferas federal e estadual.
Entre as ações que podem ser propostas estão o recaatingamento, a recuperação de áreas degradadas, o manejo sustentável do solo, a recuperação de corpos hídricos, a conservação da água, a produção agroecológica e a implantação de sistemas agroflorestais, entre outras iniciativas de uso sustentável da Caatinga.
A iniciativa faz parte do Programa Floresta Viva e tem apoio financeiro do BNDES e do Banco do Nordeste. A Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável atua como gestora do processo, enquanto o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima participa como parceiro técnico.
Critérios e municípios elegíveis
Os projetos selecionados precisam prever ações em áreas de 50 a 100 hectares, localizadas em municípios classificados como de alta ou muito alta prioridade para conservação. Os territórios elegíveis estão em Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, podendo abranger mais de um município, desde que todos pertençam ao mesmo estado.
Em Minas Gerais, a área de intervenção elegível reúne 12 municípios do norte do estado: Capitão Enéas, Catuti, Espinosa, Gameleiras, Jaíba, Matias Cardoso, Mato Verde, Monte Azul, Pai Pedro, Patis, São João da Ponte e Verdelândia.



