Alunos do curso de Design de Moda da UniCesumar de Maringá (PR) criaram o projeto “Naninhas do Bem”, que reaproveita sobras de tecido doadas por confecções para produzir travesseirinhos lúdicos destinados a crianças internadas na ala de pediatria de hospitais públicos da cidade, pelo SUS.
Os calouros do curso produzem cerca de 100 peças por semestre, todas em formato de pequenos bichinhos. Eles participam de todas as etapas, da modelagem ao acabamento, passando por corte, costura, customização e finalização. A proposta une formação prática a conceitos como design social, economia circular e sustentabilidade, ao dar novo uso a materiais que, em muitos casos, seriam descartados pela indústria têxtil.
“Ao reutilizar sobras de tecidos que provavelmente seriam descartadas, damos um novo significado a esses materiais, reduzimos desperdícios e, ao mesmo tempo, levamos carinho e esperança para crianças que enfrentam um período delicado da vida. Essa vivência forma profissionais mais conscientes, criativos e comprometidos com um futuro mais sustentável”, afirma Ana Paula Furlan, coordenadora do curso de Design de Moda da UniCesumar de Maringá.
A ação nasceu de uma parceria entre a coordenação do curso e a direção da pediatria do Hospital Municipal de Maringá. A ideia foi oferecer um objeto de afeto a crianças que ficam internadas por períodos superiores a dez dias, para tornar a permanência no hospital mais acolhedora. As naninhas passam a funcionar como um “amiguinho” durante o tratamento.
“O projeto mostra aos estudantes que a moda pode ser uma poderosa ferramenta de transformação social e ambiental”, acrescenta Furlan.
Projeto dos Turbantes
A UniCesumar também realiza anualmente o Projeto dos Turbantes, durante a campanha Outubro Rosa, em parceria entre os cursos de Design de Moda e Fisioterapia. Os alunos confeccionam turbantes entregues a mulheres em tratamento oncológico atendidas gratuitamente na Clínica de Fisioterapia da instituição. A ação fortalece a autoestima das pacientes e estimula o trabalho interdisciplinar e a humanização do cuidado.



