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Instituto Paola Antonini ganha primeira sede física no Pátio Belvedere III

O Instituto Paola Antonini vai ganhar sua primeira sede física, no Pátio Belvedere III, empreendimento administrado pela GSA Ativos em Belo Horizonte. No novo endereço, a organização sem fins lucrativos fundada em 2020 passa a reunir em um só lugar o atendimento e o suporte a pessoas com deficiência física — até agora, todos os serviços eram terceirizados.

A atuação da entidade inclui a doação de próteses, órteses, cadeiras de rodas e acessórios de reabilitação, além de acompanhamento psicológico e fisioterápico. O espaço foi projetado para aproximar pacientes, familiares, voluntários e público do trabalho realizado pela instituição.

Crédito: Divulgação Instituto Paola Antonini

A estrutura terá área para reuniões e conversas, uma pequena exposição sobre as iniciativas da ONG e um ambiente dedicado à fisioterapia e à adaptação de próteses. O instituto também pretende ampliar a rede de profissionais voluntários parceiros, como fisioterapeutas e psicólogos.

A escolha do endereço levou em conta a localização próxima a vias importantes, que facilita o acesso, e as áreas externas do empreendimento, como praça e jardim, que poderão ser usadas pelas crianças atendidas.

Crédito: Divulgação Instituto Paola Antonini

Idealizadora do projeto, Paola Antonini tem a trajetória ligada à causa: em 2014, sofreu um acidente de carro que resultou na amputação de uma das pernas e, desde então, passou a compartilhar seu processo de reabilitação nas redes sociais, tornando-se uma das principais vozes brasileiras na discussão sobre inclusão e acessibilidade.

Diva Antonini, mãe da fundadora e diretora da organização, afirma que a sede própria responde a uma necessidade que cresceu junto com o público atendido. “Depois de seis anos de atuação, sentimos a necessidade de ter um espaço físico próprio. Até então, terceirizávamos todos os atendimentos e serviços, mas as crianças crescem, as próteses precisam de manutenção e cada etapa da reabilitação exige um acompanhamento próximo. Ter essa estrutura nos permite mostrar às pessoas, com mais clareza, como nosso trabalho é realizado e tudo o que podemos proporcionar”, diz.

Como apoiar a causa

Além do atendimento, o instituto mantém frentes para quem quer contribuir, como o apadrinhamento de crianças, a doação de recursos e a compra de livros, com parte do valor destinado à manutenção das atividades da organização. “Mais do que entregar uma prótese ou uma órtese, nossa missão é colocar essas crianças e jovens na vida ativa, para que cresçam acreditando que são capazes de fazer o que quiserem. Queremos ajudá-los a lidar com os desafios de reabilitação, da autoestima, e da adaptação à prótese, para que possam estudar, trabalhar, conviver e ocupar todos os espaços da sociedade”, completa Diva.

Redação JS
Redação JS
João Euclides Prata Salgado é fundador do Jornal Savassi, criado em 1985 em Belo Horizonte. Escreve sobre cultura, comportamento e a vida da cidade.