O musical “Bituca, Milton Nascimento para Crianças” chega a Belo Horizonte para uma única apresentação na segunda-feira, 12 de outubro, Dia das Crianças, às 16h, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) e podem ser comprados na bilheteria do teatro, no site do Palácio das Artes ou pela plataforma Sympla.
A sessão inaugura o projeto O Trem Convida, criado pela companhia teatral mineira O Trem para comemorar seus 20 anos de trajetória. A ideia é montar uma programação voltada para a infância que traga a BH trabalhos reconhecidos da cena brasileira, em diferentes linguagens, e que se mantenha como espaço permanente de intercâmbio cultural.

Com classificação livre e 60 minutos de duração, o espetáculo tem intérprete de Libras. Em cena, Udylê Procópio (Milton), Martina Blink (mãe), Aline Carrocino (Maricota), Anna Paula Black (Mãe Maria), Marina Mota (professora) e Pedro Henrique Lopes (Salomão) contam a história do menino que, órfão aos 2 anos, é adotado pelos patrões de sua avó. Ao chegar a Minas Gerais, ele precisa enfrentar o estranhamento de uma sociedade que não aceita uma criança negra com pais brancos, enquanto encontra na música e nos afetos o caminho para construir sua própria identidade.
Segundo o diretor Diego Morais, a montagem parte de passagens reais da vida de Milton Nascimento, mas também cria cenas ficcionais para tratar de temas como adoção, bullying e preconceito racial de forma lúdica. “O musical é um tributo a Milton Nascimento. Nós nos inspiramos em passagens da vida dele, mas também criamos momentos ficcionais para debater temas como adoção, bullying e preconceito racial de maneira lúdica”, explica. Para ele, o espetáculo faz ainda “uma grande homenagem à maternidade e à ampliação dos modelos de família”.
O texto é do dramaturgo e ator Pedro Henrique Lopes, e a direção musical de Guilherme Borges leva ao palco sucessos como “Coração de Estudante”, “Travessia”, “Canção da América”, “Canção do Sal”, “Um Índio”, “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor” e “Maria, Maria”. As canções passeiam pelo universo de Bituca, com as paisagens e referências mineiras, as rezadeiras, os relicários e o barroco.

O espetáculo foi agraciado com os prêmios de Melhor Espetáculo Infantojuvenil, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Botequim Cultural 2017, além de Melhor Ator em Papel Protagonista pelo Centro Brasileiro Teatro para a Infância e Juventude, também em 2017. A montagem é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
Completam a ficha técnica Clívia Cohen (cenário e figurinos), Carlos Lafert (iluminação) e Vitor Martinez (visagismo).



