23.3 C
Belo Horizonte
Siga nossas redes sociais:
spot_img

Veja também

BH Airport conquista 6º selo de Aeroporto Verde com uso de drones

O BH Airport recebeu pela sexta vez o selo Green Airport Recognition, concedido pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC). A entrega aconteceu durante a assembleia anual do conselho, em Lima, no Peru, e o que garantiu o reconhecimento foi o projeto de uso de drones nas inspeções do sítio aeroportuário: segundo o terminal, a tecnologia reduziu em 43% as áreas atingidas por incêndios florestais.

A substituição de parte das rondas feitas por veículos pelos sobrevoos também evita o consumo de cerca de 13 mil litros de gasolina por ano e deixa de lançar na atmosfera aproximadamente 20,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente anualmente. No trabalho de acompanhamento do risco de fauna, o monitoramento aéreo ajudou a derrubar em 3,5% os episódios que envolvem animais e aeronaves.

“Este novo reconhecimento reforça a consistência de uma agenda que integra sustentabilidade, inovação e segurança operacional. Mais do que incorporar uma nova tecnologia, reorganizamos processos para transformar imagens e dados em prevenção, acelerar respostas e direcionar pessoas e recursos com maior precisão. Os ganhos ambientais são expressivos, mas o principal avanço está em uma operação mais preditiva, capaz de antecipar riscos e responder aos efeitos de eventos climáticos extremos”, afirma Daniel Miranda, CEO do BH Airport.

Os drones entraram na rotina operacional do aeroporto em 2024. Equipados com câmeras de alta definição e sensores térmicos, alcançam áreas extensas ou de acesso difícil e permitem checar as condições do terreno antes que equipes, veículos e equipamentos sejam deslocados — o que torna as inspeções mais precisas e diminui a circulação por terra. Durante a estiagem, as imagens mostram focos de calor e os trechos de vegetação com maior chance de queimar, orientando a ordem de prioridade das respostas e o planejamento dos aceiros, faixas abertas no terreno para barrar o avanço do fogo.

A mesma visão aérea passou a apoiar o gerenciamento do risco de fauna. Por ela, as equipes localizam concentrações de aves, ninhos em árvores, torres e antenas, além de possíveis fontes de alimento ou abrigo no entorno do aeroporto. A partir desse mapa, definem as ações de dispersão, captura e manejo e antecipam situações que podem ameaçar as aeronaves.

O Green Airport Recognition é concedido todos os anos e avalia os resultados ambientais, o nível de inovação, quantas áreas da empresa se envolveram e o quanto a alta liderança acompanhou os projetos inscritos. Na edição de 2026, os aeroportos foram estimulados a inscrever iniciativas de inteligência artificial e inovação para a sustentabilidade aeroportuária; a ACI-LAC quis reconhecer tecnologias capazes de contribuir, de forma transversal, para prioridades como descarbonização, circularidade e adaptação climática. Quem é selecionado recebe o selo e passa a integrar uma base de práticas ambientais compartilhada entre aeroportos da América Latina e do Caribe. Em 2025, o BH Airport havia sido reconhecido pelo projeto Passagem de Fauna.

A adoção dos drones integra o plano de descarbonização do terminal, que prevê zerar as emissões diretas do empreendimento até 2044, último ano da concessão atual. O projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 9 e 13 da Organização das Nações Unidas, voltados à inovação, à infraestrutura e ao enfrentamento das mudanças climáticas. O selo foi recebido em nome do BH Airport por Johann Gigl, CEO da Zurich Airport Latin America.

Redação JS
Redação JS
João Euclides Prata Salgado é fundador do Jornal Savassi, criado em 1985 em Belo Horizonte. Escreve sobre cultura, comportamento e a vida da cidade.