Uma pesquisa está mapeando a distribuição de diferentes formas de oxigênio, carbono e outros elementos químicos na composição das árvores da Amazônia. O objetivo é criar uma ferramenta capaz de auxiliar a polícia a rastrear a origem de madeira apreendida, no combate ao comércio ilegal do produto na região.
O trabalho é conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e se baseia na análise isotópica: como a composição de isótopos varia conforme fatores ambientais e geográficos, é possível, a partir da leitura desses elementos presentes na madeira, indicar de qual área da floresta ela provavelmente foi extraída.
A expectativa é que, com o mapeamento completo dessa distribuição isotópica pela Amazônia, autoridades policiais e ambientais tenham em mãos um método científico para confrontar a origem declarada de determinado carregamento de madeira com a origem real indicada pela análise química do material, reforçando o combate à extração e ao comércio ilegal na região.



