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A Errol Flynn Galeria de Arte, localizada em Belo Horizonte, Savassi, realiza, no dia 26 de setembro de 2017, a vernissage da exposição “Poteiro, o colorista do Brasil”. A mostra, que acontece entre os dias 27 de setembro e 14 de outubro de 2017, é a maior e mais representativa exposição sobre o artista já realizada. Com 90 obras – 83 pinturas e 7 cerâmicas – a exposição apresenta a diversidade temática de Poteiro através de quadros clássicos como “O Cavaleiro”, “Brasil” e “Revoada em Verde” e esculturas como “Madona e o menino” e “Os Músicos”. De acordo com o curador Errol Flynn Júnior, as linhas imperfeitas e rugosas de Poteiro mescladas às suas inúmeras nuances imprimem uma arte totalmente peculiar, que consegue dar vida e movimento aos seus personagens, saltando aos olhos de todos. Sua pintura, como poucos artistas brasileiros, fala de brasilidade e das coisas do Brasil, suas lendas, tradições, suas riquezas, entre outros.
De carreira vertiginosa e brilhante, o artista português Antônio Batista de Sousa, mais conhecido como Antônio Poteiro (1925-2010), é autor de coloridos quadros e intuitivas esculturas em argila. Sujeito matuto, sonhava, desde criança, tonar-se um poeta. E assim o fez, segundo suas próprias palavras: “… fiz da cerâmica e da pintura a minha poesia”. Seu nome civil, pouco adequado a um artista, segundo a folclorista Regina Lacerda, foi acertado de acordo seu antigo ofício. “Sou geralmente chamado de Poteiro, por causa dos potes que faço”, afirmava.
Seu sucesso, rápido e intenso, foi de muita visibilidade e prestígio. Com menos de dez anos do início de sua carreira como artista, Poteiro expôs, em 1979, na conceituada Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, onde voltou mais quatro outras vezes na próxima década. Daí em diante o artista alçou voos mais altos, levando sua bucólica arte “do Oiapoque ao Chuí”. Japão, Alemanha, Itália, Marrocos, França, México, Portugal foram alguns dos países que “conheceram” a sua irreverência e alegria.
Já para Enock Sacramento, também notável crítico, Poteiro não tem compromisso com o verismo nem mesmo com a imagética referencial sedimentada pela tradição religiosa. “[Poteiro] Muitas vezes metamorfoseia seres e objetos, criando peças de sentido duplo ou ampliado, como se verifica em ‘Deus Tartaruga’. A pintura do artista possui uma qualidade formal e colorística surpreendente, uma organização exemplar e uma inventividade deslumbrante, difícil de encontrar na plástica brasileira. O que ele nos legou é de uma riqueza extraordinária, de uma magia envolvente e bela”.
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Antônio Poteiro já foi congratulado com a Medalha da Ordem do Mérito Cultural do Brasil, entregue pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso (1997); com a Elaboração do prêmio Unesco para 2001 e com a Comenda de Oficial da Ordem do Mérito, Governo da República Portuguesa – Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos, Portugal e recebeu outras inúmeras distinções e prêmios. Há vários filmes sobre o artista além de diversas referências bibliográficas.





