Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que apenas 30,6% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos foram classificados como fisicamente ativos. Outros 58,4% são insuficientemente ativos e 9,7% não praticam nenhuma atividade física. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a faixa de 6 a 17 anos é de, em média, pelo menos 60 minutos de atividade física por dia.
Com o Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, o debate sobre como inserir o movimento na rotina dos pequenos volta à tona. Entre as modalidades que podem ocupar esse espaço está o tênis, que junta exercício e brincadeira na mesma quadra.
Para Arthur Neves, médico e franqueado da rede de academias Fast Tennis, os ganhos aparecem desde os primeiros anos de vida. “Na infância, a prática do tênis contribui para a aptidão cardiovascular, estimula a coordenação motora e o equilíbrio, além de fortalecer músculos e ossos. A atividade física regular também está associada à melhora da qualidade do sono e da alimentação”, afirma.
Segundo ele, o efeito do esporte vai além do condicionamento físico. “As aulas em grupo, por exemplo, proporcionam momentos de convivência e autonomia, enquanto a dinâmica do esporte estimula concentração, autoconfiança, paciência, disciplina e tomada de decisões, habilidades que ajudam a superar diferentes obstáculos nas etapas da vida”, explica Neves.
A rede relata ter mais de mil alunos na faixa de 0 a 9 anos, mais de 880 alunos de 10 a 13 anos e 480 alunos de 14 a 17 anos. De acordo com o médico, o método de ensino adotado se baseia em conceitos de comunicação não violenta e em abordagens adaptadas a cada faixa etária. “A proposta é respeitar o ritmo de cada criança, acolher suas dificuldades e criar um ambiente em que ela se sinta segura, incluída e motivada a continuar praticando”, conclui.



